Não é novidade que sou apaixonada por animais, principalmente cachorros. Já tive pintinhos, patinhos e até acho que já tive um coelho também. Fora isso, lá em casa já teve peixes e tartaruga. Uma vez estava passando na rua com meu pai e vi um filhotinho de cachorro na rua quase sendo atropelado. Não resisti e levei o bichinho pra casa. Depois disso, tive a Pity, uma Pinscher. Mais velha, tive o Alfred. Para ele não ficar sozinho, adotamos a Kali. A pestinha mais carinhosa desse mundo! Hoje temos Dóris. Uma YorkShire que é uma graça.
Alex tinha criação de todos os animais possíveis quando era criança: tatu, coelho, cachorro, gato, preá, codorna, papagaio, pomba, periquito, e outros pássaros diversos. Não tô zuando gente.. Ele tinha tatu mesmo! Eu juro!!!
Agora com a gravidez do Arthur, veio a dúvida: Será que podemos continuar com Dóris mesmo com o bebê?
Pesquisei muito e me sinto até aliviada com tudo que li.
A possibilidade da transmissão de doenças existe, mas há mais mitos do que verdades nessa relação.
----- Alergias ------
A principal preocupação é com a alergia respiratória, por causa dos pelos soltos.
"Em primeiro lugar, animais domésticos não causam bronquite ou rinite – essas doenças são desenvolvidas por predisposição genética. Em segundo, o que pode desencadear uma crise de alergia não são os pelos, mas, sim, os flocos de pele morta – portanto, não há diferenças significativas entre ter um animal de pelo comprido ou curto."
A maioria dos estudos aponta para justamente o contrário: que os bebês que tem contato com os animais desde cedo, ganham uma imunidade.
"Profissionais de saúde afirmam que o contato entre eles desde a mais tenra idade faz com que o sistema imunológico fique 'acostumado' às investidas dos agentes alergênicos. Com isso, a criança cresce menos propensa a desenvolver alergias."
"Estudos mostram que crianças que convivem nos primeiros anos de vida com animais de estimação estão menos propensas a desenvolver alergia, pois o seu sistema imunológico já está 'acostumado' com os agentes alergênicos encontrados nos animais. Já o sistema imunológico de crianças que cresceram sem contato com animais não reconhece os agentes alergênicos provocando reações. "
"Segundo uma pesquisa publicada na revista "Pediatrics", crianças que crescem com gatos e cachorros em casa têm maiores chances de terem menos infecções respiratórias durante o primeiro ano de vida. (...)
Segundo o estudo, um dos fatores da contribuição desses animais para a saúde do bebê é o fortalecimento do sistema imunológico da criança, que ainda é fraco e em desenvolvimento durante o primeiro ano de vida. Como os cães ou gatos podem levar sujeira e germes para dentro da casa, isso faz com que gere um amadurecimento ainda mais rápido do sistema imunológico, melhorando as defesas contra vírus e bactérias do ambiente."
"Children who live with dogs and cats are less likely to develop allergies to those animals later in life, but only if the pet is under the same roof while the child is still an infant, a new study suggests. Growing up around a dog reduced the risk of dog allergies by about the same amount for boys, but not for girls -- a finding that mystified researchers. Being exposed to pets anytime after the first year of life appeared to have no effect on allergy risk, however, which indicates that timing may be everything when it comes to preventing allergies. Though they can't say for sure, the researchers suspect that early exposure to pet allergens and pet-related bacteria strengthens the immune system, accustoms the body to allergens, and helps the child build up a natural immunity. 'Dirt is good', says lead researcher Ganesa Wegienka, Ph.D., summing up the theory. 'Your immune system, if it's busy with exposures early on, stays away from the allergic immune profile.'"
Resumindo, as pesquisas mostram que bebês que tiveram contato com animais desde cedo, estão menos propensos a ter alergias no futuro, pois seu sistema imunológico já começa a trabalhar desde cedo. Este ultimo estudo, inclusive, acompanhou crianças até elas alcançarem 18 anos. Isso, claro não exclui as crianças geneticamente predispostas a alergias.
----- Zoonoses ------
"As doenças causadas por animais ao homem, as chamadas zoonoses, podem ser transmitidas de diversas formas, como mordidas, arranhões, contato com saliva, urina, fezes e pelos."
No entanto, é bom atentar que essas doenças somente são transmitidas se os animais estiverem infectados. Aqueles bem cuidados, que têm alimentação e higiene adequadas, dificilmente transmitem doenças.
"Além disso, a taxa de transmissão dessas doenças para os seres humanos é muito baixa. Vale frisar que animais bem cuidados, sob orientação de um médico veterinário, dificilmente transmitem doenças", enfatiza o médico veterinário Marcello Roza, conselheiro do CFMV.
----- Toxoplasmose ------
A toxoplasmose é uma das maiores preocupações das gestantes, para aquelas que não são imunes (como é o meu caso). Ela pode trazer riscos ao desenvolvimento do baby, como surdez, lesões dermatológicas, e até atraso no desenvolvimento mental. A doença pode ser contraída pela ingestão de água ou alimentos contaminados pelo Toxoplasma Gondii, o protozoário.
"Mas é bom lembrar que a contaminação só ocorre quando a gestante não faz a higienização correta ou, então, através da ingestão de água ou carne infectadas. Para evitar o contágio, basta reforçar os cuidados com a higiene de seu bichinho e pedir para outra pessoa limpar o lugar onde ele defeca e urina."
----- Outros Benefícios ------
Todo este estudo começou quando li na Isto É uma reportagem sobre como aumentar o QI de bebês desde a gravidez. Não que o Arthur precise disso, mas não custa nada dar uma mãozinha né?
E uma das indicações foi que "a criança deve ter pelo menos uma relação afetiva significativa para desenvolver a empatia, capacidade que vai determinar muitos aspectos do processamento cognitivo. Algo banal como o convívio com um animal de estimação ajuda muito."
Além disso, os bichinhos estimulam outras habilidades desenvolvidas pela interação das crianças: respeito, limites, confiança e empatia. Além disso, estimula o desenvolvimento motor.
"Crianças também se beneficiam muito do contato com animais. A presença de um bichinho de estimação em casa, interagindo diretamente com os pequenos, é um estímulo para que eles se exercitem, além de fazer com que se sintam mais seguros, confiantes e valorizados, favorecendo sua autoestima."
"O animal também ajuda a desenvolver e fortalecer relações sociais, além de alimentar a curiosidade, imaginação e fantasia das crianças. Ou seja, o relacionamento traz benefícios físicos, psicológicos, sociais e cognitivos para elas. 'Estudos apontam que o vínculo entre a criança e o animal tem diversos efeitos positivos no desenvolvimento, principalmente nos quesitos empatia, cooperação e competências sociais. Os animais se tornam figuras de conforto, apoio e companheirismo, trazendo influências positivas na autoestima e possibilitando à criança aprender como cuidar do outro', afirma a psicóloga Alice Frank, pesquisadora do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal da USP (Universidade de São Paulo)."
"Os peludos - ou cascudos, bicudos e companhia - também prestam sua contribuição com o desenvolvimento social e emocional dos pequenos proprietários. Para uma convivência saudável, a criança deve ser ensinada a respeitar as necessidades, os limites e até a privacidade do animal. Entenderão que têm uma companhia para brincadeiras, horas alegres ou tristes, mas que não é como um brinquedo. Precisam de atenção, respeito e amor. E, convenhamos, quem ama os animais é muito capaz de amar e tende a estender esse sentimento à todas as formas de vida."
"Elas também aprenderão a conviver com várias etapas da existência, que é um ciclo e que, infelizmente, um dia termina. Pelo menos por aqui. Aí, o difícil, porém, útil aprendizado de lidar com as frustrações e sobreviver às perdas."
"Com um animal de estimação, o pequeno da família não mais terá poder total como tinha com seus brinquedos. Para cada atitude dela, o animal de estimação terá uma reação, atuando diretamente no processo de socialização da criança."
"A responsabilidade que a criança terá ao cuidar do seu animalzinho desenvolve a autonomia, afetividade e os mais diversos sentimentos como alegria, frustração e respeito. O convívio com o animal de estimação influenciará nas relações futuras com os amiguinhos. A criança que convive com animais de estimação é mais afetuosa, sociável, justa e não é individualista. Além do contato com os sentimentos que precisará para lidar com outras pessoas, o animal pode trazer a experiência com a perda. A criança aprenderá sobre o ciclo da vida, desde o nascimento até a morte e o quanto isso é natural."
----- Como proceder ------
Lógico que não são só mil maravilhas. O bichinho não pode ser mal cuidado.
"Por isso é importante cuidar da saúde do animal: evitar pulgas ou carrapatos, manter a vacinação em dia, dar banhos com a frequência indicada pelo veterinário e vermifugar periodicamente", diz a fitoterapeuta e terapeuta de animais Martha Follain, articulista da Agência de Notícias de Direitos Animais (Anda) e fundadora dos grupos Proteção dos Direitos dos Animais, Ecologia, Vegetarianismo e Terapias Holísticas e Direito dos Animais Humanos e Não Humanos.
"Deixar o animal longe do quarto; não deixá-lo ficar nos móveis estofados; dar banho semanalmente; escová-lo regularmente para retirar as 'caspas' causadoras de alergias; passar um pano úmido no chão da casa para retirar excessos de pele e flocos de pele morta; retirar carpetes e tapetes retentores de proteínas causadoras de alergias são algumas medidas que podem ser tomadas para se evitar uma crise", ensina Cristina Kokron, alergista do Hospital Israelita Albert Einstein de São Paulo.
"Muitas vezes o animal arranha ou morde por mero instinto de defesa. Assim, deixe bem claro para as crianças: nada de puxar o rabo, beliscar, bater nem exagerar no ritmo das brincadeiras."
"Assim como os humanos, eles precisam de assistência médica. Seja por emergência ou consulta de rotina, o veterinário deverá fazer parte do cotidiano. Também devem ser vacinados, vermifugados e, se houver convivência entre machos e fêmeas, precisarão ser esterilizados"
"No entanto, mesmo com os aparentes benefícios trazidos pelos animais, há limites. O estudo também apurou que crianças que passam menos de seis horas diárias com um cachorro têm menos chances de adoecerem em relação as que possuem contato direto com o animal."
Bom, acho que depois de tudo isso: Dodó fica!!!! \o/
Referências:
Revista Isto É (O Nascimento da Inteligência)
CNN
Uol
Hypescience
Abril
Personare
Guia do Bebê
Mulher Uol
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
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Eu acho mesmo que a criança deve ser "exposta" (digamos assim) a certas coisas: o que não mata, fortalece! E bichinho de estimação só tem a agregar e amor! Eu tive um casal de peixinhos (sim, eles tinham sexo tá): a Marli e o Onofre, quando um morria, era substituído (sim, eu sabia qual tinha morrido tá), tive o Tuquinho, um gato; tive um bezerro, cachorro... ensinaram amor e a lidar com perdas.
ResponderExcluirE podem ser ótimas babás: https://www.youtube.com/watch?v=U6l43Le_kXg
https://www.youtube.com/watch?v=3M_UT-kxz4U
ResponderExcluirFaltou dizer que eu já criei peixes e hamsters chineses também. :-D
ResponderExcluirO primeiro é fofo... o Segundo é interesse do gato que o bebê faça carinho nele kkkk
ResponderExcluirTem de dogs também no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=JuPWlNaGmlA
Esse é o melhor!! Chama "Não deixe seu cachorro cuidando do seu bebê":
ResponderExcluirhttps://www.youtube.com/watch?v=Z3YKfgSIJCQ