No primeiro post do diário, comentei sobre os pés inchados.
Achei que esse tópico merecia um post só pra ele.
Passamos o dia em pé
ou sentada, e quando chegamos em casa, seus pés foram substituídos por
pés de elefante. Ai tem que fazer a janta e comer. Você come, e quer
deitar pra colocar os pezinhos pra cima para desinchar. O ideal é
coloca-los num nível acima do tronco, para o sangue fluir melhor. Só
que!!! Os médicos falam que depois de comer, você tem que ficar 3 horas
sem deitar, para não atrapalhar a digestão e nem se sentir mal. O jeito é
ficar com pezinhos de elefante mais um tempo!
Na verdade,
depois eu acabei descobrindo que os pezinhos não são de elefante. Sabe
quando você faz um suflê, e ele cresce e começa a transbordar por cima? É
tipo isso. O pé que tá dentro do sapato fica certinho, aí a parte de
cima enche e incha igual um suflê. Quando vc chega em casa e tira o
sapato, seu pé tá quase um cogumelo.
Tem vários casos nada agradáveis envolvendo meus pezinhos na gravidez.
Normalmente calço 36. Quando meus pés começaram a inchar, comprei alguns sapatos pra trabalhar um número maior.
Uma certa vez, estava muito calor, voltei do almoço e tirei o sapato para colocar os pés pra cima (tenho uma caixa embaixo da minha mesa no trabalho). Tava ótimo. Quando fui levantar (para ir ao banheiro, claro), o pé simplesmente não entrou no sapato. Foi tenso. Eu não ia poder sair daqui descalça, então tive que apertar. Foi o jeito.
O mesmo aconteceu uma vez no Pilates. Vim trabalhar com sapato desses que ficam o peito do pé pra fora. Cheguei no Pilates com dois cogumelos. Bom, imaginei que isso foi acontecer, e levei um tênis, porque né? Mais confortável, se ajusta no pé.... O fato é que... O tênis não entrou!!! Abri bem o cadarço pra dar mais espaço.. e.. nada! hehehe Mas não teve nem como apertar dessa vez. Tive que ir do vestiário pra sala de pilates descalça.
Bom, aí pensei, quem sabe um sapato aberto né? Resolvi tentar uma rasteirinha. A minha sorte foi que era dia de Pilates e eu tinha uma havaianas na bolsa. Porque nesse dia eu ia ter que ir descalça pra casa. Meu pé não cabia na rasteirinha mais no final do dia.
E para quem acha que isso só acontece no final do dia, esses últimos dias que está mais chuvoso e frio (gente, eu vivo em outro mundo tá? A Raja não pode ser considerada parte de BH porque aqui faz muito mais frio do que o normal), gosto de vir de bota... para não molhar os pézinhos. Acontece que um belo dia, DE MANHÃ, fui colocar uma botinha e: a bota não entrou!!! Juro pra vocês: de manhã!!!!!
Aí bom, vamos tentar um tênis desde cedo, pra ver como o pé se comporta. Nesse dia vim com uma calça mais curta, que deixa as canelas pra fora. Coloquei uma meia mais baixinha para não aparecer. Bom, antes do almoço, acho que eu tinha duas rosquinhas no meu tornozelo. Sabe o suflê? Pois é... Ele cresceu pra fora do tênis. Tava muito feio e tive que abandonar as calças mais curtas hehehe...
Depois de TUDO, veio um pensamento horripilante: será que meu pé nunca vai voltar ao normal??? Aí comecei a pesquisar (São Google)... E apesar de todo mundo me responder que "sim", talvez não seja bem assim...
"Que o pé da grávida vai inchar e até aumentar durante a gravidez, não é novidade. A novidade é que, após a gravidez, o pé não volta 100% ao normal, como acreditavam os médicos.(...)
Só que um estudo recente da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, confirmou pela primeira vez o que durante muito tempo foi apenas uma impressão: a gravidez pode alterar permanentemente o tamanho dos pés das mulheres. Os pesquisadores acompanharam 49 gestantes, cujas medidas dos pés foram registradas no primeiro trimestre da gestação e cinco meses após o parto. Para 70% delas, o pé tornou-se mais comprido e mais largo.
A pesquisa mostrou que, em média, a altura e a rigidez do arco da sola do pé diminuíram entre as duas medições (primeiro trimestre e cinco meses após o parto). Eles verificaram aumentos no comprimento do pé de 2 a 10 milímetros – ou seja, o sapato pode aumentar um número! O estudo também sugeriu que a primeira gestação é a responsável por essas mudanças, e que as demais não causariam mais alterações significativas na estrutura do pé. "
Portanto, se isso realmente acontecer comigo, (depois de desesperar e chorar muito por perder meus sapatinhos lindos), podem esperar um bazzar aqui no blog, tá? hehehehehe
Daqui a pouco vão me chamar de Hobbit!!!
Referências:
Blog
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Preparativos para o Chá de Fraldas - parte 1
Como "inventadora oficial de moda", e como, se eu não colocar a mão na massa, não tem graça, e como as famílias Paulucci e Cruz não aguentam encomendar nada... já começamos os preparativos para o Chá de Fraldas do Arthur.
Quero deixar avisado para os familiares e amigos queridos, que reservem o fim de semana do dia 14/15 de dezembro, ok? Mais perto darei as informações completas.
Comprei as bandejinhas e alguns itens de decoração. Comecei a pintar e espero terminar no próximo fim de semana.
Já foi decidido as cores e o tema. Mas não vou contar demais, senão vai perder a graça! :)
Quero deixar avisado para os familiares e amigos queridos, que reservem o fim de semana do dia 14/15 de dezembro, ok? Mais perto darei as informações completas.
Comprei as bandejinhas e alguns itens de decoração. Comecei a pintar e espero terminar no próximo fim de semana.
Já foi decidido as cores e o tema. Mas não vou contar demais, senão vai perder a graça! :)
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Slow Down...
Tenho refletido muito sobre a correria em que vivemos (e vivo), principalmente agora com a gravidez. Tenho colocado à prova, conceitos e prioridades que antes eram muito importantes. Mas e agora? Será que continua assim?
Havia postado esse texto no meu blog antigo (Coisas da Lili) e por coincidência (ou consequência do destino), alguém anônimo postou um comentário lá, e me fez relembrar. Acho que nunca é tarde para pensarmos em diminuir nosso ritmo e curtir o hoje.
Tem um outro texto sobre isso, que quero postar, mas ficará para uma próxima postagem.
"Pare de correr porque o fim chega mais depressa"
Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo.
Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.
E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma ideia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.
Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final."
Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?".
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).
O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar,saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A ideia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele Representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição europeia.
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que seus colegas Americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.
Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com
prazer, o que sabem fazer de melhor.
Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: - "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."
- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem infartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon: - "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...
Havia postado esse texto no meu blog antigo (Coisas da Lili) e por coincidência (ou consequência do destino), alguém anônimo postou um comentário lá, e me fez relembrar. Acho que nunca é tarde para pensarmos em diminuir nosso ritmo e curtir o hoje.
Tem um outro texto sobre isso, que quero postar, mas ficará para uma próxima postagem.
"Pare de correr porque o fim chega mais depressa"
Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa e trabalha na Volvo.
Já vai para 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.
Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade generalizada. Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.
Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham num esquema bem mais "slow down". O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.
E vejo assim:
1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem 2 milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba, que tem 2 milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal, não?
5. Para ter uma ideia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.
Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles.
Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.
A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio, nevasca. Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são 2.000 funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei: "Você tem lugar demarcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final."
Ele me respondeu simples assim: "É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?".
Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira. Deu para rever bastante os meus conceitos.
Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food. A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua base na Itália (o site, é muito interessante. Veja-o!).
O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar,saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A ideia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele Representa como estilo de vida em que o americano endeusificou.
A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week numa edição europeia.
A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser".
Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas (35 horas por semana) são mais produtivos que seus colegas Americanos ou ingleses.
E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.
Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).
Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com
prazer, o que sabem fazer de melhor.
Gostaria que você pensasse um pouco sobre isso... Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura? Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?
No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um personagem cego, vivido por Al Pacino, tira uma moça para dançar e ela responde: - "Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."
- "Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo de tango. E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.
Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem infartados, ou algo assim. Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.
Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon: - "A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O Berço
Semana passada compramos o berço, cômoda e a cama de babá. Demoramos muito para decidir sobre o berço e eu vou explicar o porquê.
Olhamos um berço lindo, cara de menininho mesmo... Ele inclusive virava mini-cama depois, e eu achei isso bem prático e econômico. Mas o berço era de MDF. Como mãe de primeira viagem, fiquei com uma pulga atrás da orelha sobre a qualidade do berço de MDF.
Lembrei que a genética do Arthur não ajuda. Alex era O "capeta em forma de guri". Menino atentado e arteiro. Quem for da familia baiana e estiver lendo, pode me confirmar ou contar casos. Quem for da minha familia, sabe que meu pai era o terror do Caraça. Isso é indiscutível e tem provas. Já me disseram até que não colocaram a culpa do incêndio nele, porque ele estava de férias na época.
Enfim, que ele será terrível eu não tenho dúvida. Sacudi o tal do berço de MDF e ele balançou muito.
Olhar o berço foi divertido. Eu e Alex fomos na mesma loja 6 vezes. Sem contar as 2 que fomos em outra filial da mesma loja também. Hehehe. Uma dessas vezes, levei minha mãe. E é nessas que vemos que somos muito leigas na hora de escolher as coisas do primeiro filho. Ela de repente começou a bater com a mão em todas as partes do berço, pra ver se ele podia bater a cabeça. Passou a palma da mão no berço inteiro pra ver se ele não podia machucar. Fez inúmeras perguntas que NEM sequer passariam pela minha cabeça. Abriu todas as gavetas da cômoda e fez várias considerações.
Decidimos então comprar um berço de madeira maciça, assim o baby pode pular, dançar, que eu espero que seja mais resistente. Não queria nada muito rebuscado, queria uma coisa simples mesmo, mas bonita.
Segue as fotos do modelo do berçinho e cômoda, com a diferença que compramos em branco.
Estamos muito ansiosos para passar o prazo de 40 dias que eles pediram. Quando os preparativos começam a tomar corpo, é sinal que está cada vez mais perto a chegada do nosso príncipe.
Olhamos um berço lindo, cara de menininho mesmo... Ele inclusive virava mini-cama depois, e eu achei isso bem prático e econômico. Mas o berço era de MDF. Como mãe de primeira viagem, fiquei com uma pulga atrás da orelha sobre a qualidade do berço de MDF.
Lembrei que a genética do Arthur não ajuda. Alex era O "capeta em forma de guri". Menino atentado e arteiro. Quem for da familia baiana e estiver lendo, pode me confirmar ou contar casos. Quem for da minha familia, sabe que meu pai era o terror do Caraça. Isso é indiscutível e tem provas. Já me disseram até que não colocaram a culpa do incêndio nele, porque ele estava de férias na época.
Enfim, que ele será terrível eu não tenho dúvida. Sacudi o tal do berço de MDF e ele balançou muito.
Olhar o berço foi divertido. Eu e Alex fomos na mesma loja 6 vezes. Sem contar as 2 que fomos em outra filial da mesma loja também. Hehehe. Uma dessas vezes, levei minha mãe. E é nessas que vemos que somos muito leigas na hora de escolher as coisas do primeiro filho. Ela de repente começou a bater com a mão em todas as partes do berço, pra ver se ele podia bater a cabeça. Passou a palma da mão no berço inteiro pra ver se ele não podia machucar. Fez inúmeras perguntas que NEM sequer passariam pela minha cabeça. Abriu todas as gavetas da cômoda e fez várias considerações.
Decidimos então comprar um berço de madeira maciça, assim o baby pode pular, dançar, que eu espero que seja mais resistente. Não queria nada muito rebuscado, queria uma coisa simples mesmo, mas bonita.
Segue as fotos do modelo do berçinho e cômoda, com a diferença que compramos em branco.
Estamos muito ansiosos para passar o prazo de 40 dias que eles pediram. Quando os preparativos começam a tomar corpo, é sinal que está cada vez mais perto a chegada do nosso príncipe.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Diário de uma gravida estressada - Parte 2
Quando a gente conta que esta gravida, muitas pessoas querem participar
também. Elas ficam felizes pela gente! Vou contar aqui coisas que ouvi
de pessoas muito queridas. Quero deixar bem claro que nada disso diminui
o tanto que eu amo vocês, ta??? Mas é um pouco cômico!
Os primeiros comentários rondam em torno do tipo de parto. Quando eu contei que estava gravida, a primeira pergunta era "pra quando vai ser?" e a segunda: "já sabe o tipo de parto que você quer?". Como disse minha irmãzinha querida, sou uma pessoa muito planejadora, não me vejo deixando meu filho nascer sem eu esperar, por isso, o que me vinha na cabeça antes era o parto cesariana. Mas as coisas mudam (inclusive ele veio sem planejamento, né?) e eu já não sei mais qual vai ser. Enfim. Uma pessoa recebeu essa informação com muito alivio e acrescentou: "Pq eu já ouvi casos de parto normal que eles cortaram até o ânus!".
Outra pessoa já recebeu isso com reprovação: "Você sabe que a anestesia pega no bebe, né?". Nesta ultima pensei: bom, não sou nem um pouco fã de sentir dor, por isso, parto natural não esta nas minhas opções. Como tanto o parto normal quando o cesariana recebem anestesia, não vai fazer diferença.
Tem uma pessoa que também está grávida e com umas 3 a 4 semanas atrasada da minha gravidez. Ela é bem mais alta que eu, maior e tal... Aí outro dia ela veio me dizer que o filho dela já tá maior que o meu e que se eu não abrir o olho, o dela vai nascer antes que o Arthur. Desculpa aí, hein? Não sabia que era uma competição!
Casos que deram errado então... foram aos montes... A pessoa que perdeu o filho aos 6 meses porque o cordão umbilical enrolou no pescoço; a pessoa que em todos os exames tava tudo ok, e o filho ainda nasceu com síndrome de down.
Na verdade eu acho que as pessoas não gostam de ver a grávida feliz. Como já relatei aqui, o início foi conturbado, passei muito mal de enjoos e vômitos, depois azia. Aí tem uma parte que você não sente nada. Simplesmente nada. Todo dia eu pensava: ai, será que tá tudo bem com ele??? Há 2 semanas, Arthur começou a mexer, e não tem nada mais tranquilizador do que isso! Primeiro que você realmente sente algo BOM, e segundo porque se ele tá mexendo, é porque tá tudo bem. É muito lindo, a gente fica super feliz. Mas... aí começam os comentários. Alguns parecem até ameaças. "Você vai ver quando ele começar a pisar na sua costela. Vai até te deixar sem ar!". "Você fica querendo que ele mexa, depois vai querer que ele pare de mexer". "Espera pra você ver quando chegar mais no final, sua barriga vai ficar deformada e vai até doer".
E não basta todos os seus medos e dúvidas naturais dessa época. O povo te põe mais medo ainda, principalmente com relação à amamentação: "Nossa, meu peito rachou tanto que eu até chorava ao amamentar", "Você vai ver quando ele começar a morder, ainda mais homem! Pode esperar!".
Com certeza, teve mais coisas, mas, assim como TUDO, eu já esqueci. Devia ter anotado.
Cada dia que passa, a gente se surpreende mais com as coisas que esquecemos. Abro programas no computador e esqueço pra que que abri. Pego o celular e esqueço o que eu ia fazer. Vou para um cômodo da casa e esqueço pra que eu fui pra lá. Abro a geladeira, e fico horas olhando pra que eu abri (essa é recorde!!!). Outro dia combinei com a moça dos armários, para a entrega numa sexta, pois a Lena iria estar lá. Troquei o dia da Lena com minha mãe e nem tchum! Na sexta ela me liga desesperada que ninguém quer abrir pra ela e, gente, juro pra vocês, eu NÃO lembro que combinei nada! Triste!
No domingo passado eu estava estendendo roupa. Aí peguei uma leva na máquina de lavar, estendi, e voltei duas vezes para pegar mais roupa. Vocês não vão acreditar, mas NAS DUAS VEZES que eu voltei, eu abri a geladeira, ao invés de abrir a máquina. Nas duas!!!!!!!!!!
Os primeiros comentários rondam em torno do tipo de parto. Quando eu contei que estava gravida, a primeira pergunta era "pra quando vai ser?" e a segunda: "já sabe o tipo de parto que você quer?". Como disse minha irmãzinha querida, sou uma pessoa muito planejadora, não me vejo deixando meu filho nascer sem eu esperar, por isso, o que me vinha na cabeça antes era o parto cesariana. Mas as coisas mudam (inclusive ele veio sem planejamento, né?) e eu já não sei mais qual vai ser. Enfim. Uma pessoa recebeu essa informação com muito alivio e acrescentou: "Pq eu já ouvi casos de parto normal que eles cortaram até o ânus!".
Outra pessoa já recebeu isso com reprovação: "Você sabe que a anestesia pega no bebe, né?". Nesta ultima pensei: bom, não sou nem um pouco fã de sentir dor, por isso, parto natural não esta nas minhas opções. Como tanto o parto normal quando o cesariana recebem anestesia, não vai fazer diferença.
Tem uma pessoa que também está grávida e com umas 3 a 4 semanas atrasada da minha gravidez. Ela é bem mais alta que eu, maior e tal... Aí outro dia ela veio me dizer que o filho dela já tá maior que o meu e que se eu não abrir o olho, o dela vai nascer antes que o Arthur. Desculpa aí, hein? Não sabia que era uma competição!
Casos que deram errado então... foram aos montes... A pessoa que perdeu o filho aos 6 meses porque o cordão umbilical enrolou no pescoço; a pessoa que em todos os exames tava tudo ok, e o filho ainda nasceu com síndrome de down.
Na verdade eu acho que as pessoas não gostam de ver a grávida feliz. Como já relatei aqui, o início foi conturbado, passei muito mal de enjoos e vômitos, depois azia. Aí tem uma parte que você não sente nada. Simplesmente nada. Todo dia eu pensava: ai, será que tá tudo bem com ele??? Há 2 semanas, Arthur começou a mexer, e não tem nada mais tranquilizador do que isso! Primeiro que você realmente sente algo BOM, e segundo porque se ele tá mexendo, é porque tá tudo bem. É muito lindo, a gente fica super feliz. Mas... aí começam os comentários. Alguns parecem até ameaças. "Você vai ver quando ele começar a pisar na sua costela. Vai até te deixar sem ar!". "Você fica querendo que ele mexa, depois vai querer que ele pare de mexer". "Espera pra você ver quando chegar mais no final, sua barriga vai ficar deformada e vai até doer".
E não basta todos os seus medos e dúvidas naturais dessa época. O povo te põe mais medo ainda, principalmente com relação à amamentação: "Nossa, meu peito rachou tanto que eu até chorava ao amamentar", "Você vai ver quando ele começar a morder, ainda mais homem! Pode esperar!".
Com certeza, teve mais coisas, mas, assim como TUDO, eu já esqueci. Devia ter anotado.
Cada dia que passa, a gente se surpreende mais com as coisas que esquecemos. Abro programas no computador e esqueço pra que que abri. Pego o celular e esqueço o que eu ia fazer. Vou para um cômodo da casa e esqueço pra que eu fui pra lá. Abro a geladeira, e fico horas olhando pra que eu abri (essa é recorde!!!). Outro dia combinei com a moça dos armários, para a entrega numa sexta, pois a Lena iria estar lá. Troquei o dia da Lena com minha mãe e nem tchum! Na sexta ela me liga desesperada que ninguém quer abrir pra ela e, gente, juro pra vocês, eu NÃO lembro que combinei nada! Triste!
No domingo passado eu estava estendendo roupa. Aí peguei uma leva na máquina de lavar, estendi, e voltei duas vezes para pegar mais roupa. Vocês não vão acreditar, mas NAS DUAS VEZES que eu voltei, eu abri a geladeira, ao invés de abrir a máquina. Nas duas!!!!!!!!!!
Falando em "desajeitada". Outro dia eu entornei um Toddynho. É o cúmulo, não?
Outra mudança que ainda não mencionei aqui é o tal do calor. Sou uma pessoa que morre de frio o ano inteiro. Mesmo no calor, eu durmo com edredom. No trabalho, sempre deixo uma blusa de frio na minha cadeira, porque o ar sempre está regulado para mais frio do que eu aguento. Aí a gente engravida e você sente mais calor. Aí o ar condicionado do seu trabalho começa a não funcionar direito!!
Um dia desses Mams me mandou uma mensagem no celular (ou "passou uma
mensagem" como ela gosta de dizer): "Liga no GNT!!". Tava passando um
programa de nascimento de bebes. Ai o primeiro bebe nasceu, chorou. Foi
aquela alegria. A gente fica meio (totalmente) sensível nessa época, daquelas
que choram quando alguém bate palma! Eu já era meio assim, então
imagina né? Ai de repente começou um outro parto. O bebezinho saiu e...
Nada dele chorar. O programa mostrava os pais apertando a mão um do
outro, focavam no rosto aflito deles. Enquanto isso eu aqui chorava e me
lamentava com Alex: "Amor! O bebezinho não ta chorando!!! Tadinho!!!
Ele não ta chorando!!". E quando mais o programa fazia drama, mais eu
chorava! Finalmente, o bebezinho chorou!! Ufa!! Contei pra minha mãe e
ela disse: "Não sei se eu te iludo dizendo que vai dar tudo certo, ou se
eu abro os olhos pra realidade que pode acontecer". A verdade é que a
gente não quer saber.
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Gravidez
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